No princípio, a Terra não tinha Lua. Após o "Big Bang" (Grande explosão ), o Universo todo estava em caos. A Terra, assim como todo sistema solar, estava em formação. Em algum momento de sua história primitiva, um corpo celeste com as proporções comparáveis às de Marte, chocou-se contra a Terra. Desse choque resultou uma núvem de partículas, que por forças gravitacionais acabaram se aglomerando e formando o nosso satélite: a Lua.
Sem atmosfera, a superfície lunar fica diretamente exposta ao Sol durante duas semanas seguidas até alcançar 117 °C. Depois, por um tempo equivalente, essa mesma superfície fica na sombra, atingindo a -160 °C. A Lua também fica sem proteção contra os choques constantes com meteoritos, o que explica as inúmeras crateras em seu solo.
Assim como a mãe Terra, a filha Lua realiza movimentos de rotação e translação. O tempo em que o satélite leva para dar uma volta em torno de si é igual ao necessário para completar um giro ao redor da Terra. Como resultado desse sincronismo, a Lua sempre exibe um mesmo hemisfério em direção ao nosso planeta. É a face visível do satélite.
Esta é uma prova cabal da familiaridade existente entre a Terra e a Lua. As duas convivem em perfeita harmonia.
Mas nem tudo é tão tranquilo no Universo. A Terra é constantemente bombardeada por corpos celestes que vagam pelo espaço. Felismente a grande maioria deles é pulverizada ao entrar na nossa atmosfera. Contudo nunca estaremos livres de encontrar algum dia, um astro gigantesco como aquele que originou a nossa Lua. Quem sabe formando mais um satélite. Então teríamos a Terra com duas Luas, mesmo que isso custasse o extermínio de toda a vida na Terra. Ou, quem sabe, um astro um pouco menor, mas não menos danoso, como aquele que exterminou os dinossauros. Pelo visto, os choques entre corpos celestes, não são tão incomuns assim.
Infelismente, estamos sujeitos a que isso ocorra novamente, em algum momento da nossa existência. É um evento possível mesmo que improvável.
Todavia, não nos preocupemos com isso agora, o que importa é que estamos aqui na Terra e temos a Lua como nosso Anjo da Guarda.
Terra e Lua, mãe e filha sempre juntas em harmonia. Qual a mãe que não gostaria de estar no lugar da Terra só para ter o seu rebento sempre ao alcance de seus olhos?
Poema do Dia:
La Luna
Quando nasci
Tu já estavas lá.
Dependurada,
No céu plangente do firmamento.
Silenciosa
Retrato perfeito
Do não-ser...
Quando te falo
Não respondes.
És muda!
Mesmo assim
Te amo!
Luna!
És um corpo
Extraterreno
Que me basta!
Um pedaço de rocha flutuante
Que inspira beleza.
És o desejo primitivo
Sob forma celeste
E eu te amo!
Quando roubas o brilho do Sol
Torna-tes ainda mais bela
Luna!
Te amo!
Tu não tens fogo
Tu não tens lava
Mesmo assim
Arde em mim
O desejo de te ter.
Uma chama que
Me queima a alma,
Consome minhas entranhas
E me torna vazio.
E aflito busco
No vácuo do espaço
Te achar.
De noite, de dia
A qualquer hora.
Apenas uma visão
Uma nuance que seja,
Da tua forma
Que me dê
Novo ânimo
Para continuar a viver.
Te amo!
Luna!
Eu quero beijar
A tua face oculta.
Vagar pelo teu solo.
Sentir o calor que me queima,
O frio que me gela.
Saber tudo de ti.
O teu feio
O teu bonito
O que te dói
Na solidão
Do espaço sideral.
Quero destruir teus inimigos
Para que estejas sempre ali,
No teu lugar.
Quero te adimirar
Luna!
Tua beleza hipnotiza!
Tenho ciúmes
Dos amantes
Que trocam juras de amor
Entorpecidos com a tua visão.
E querem te ter
E querem te amar
E querem fazer amor
Diante de ti.
E querem gozar
Todos os orgasmos
Banhados na tua luz...
Tenho ciúmes
És minha,
Luna!
Só minha!
Sou possuído por ti.
És o tudo
Onde o nada impera.
És o amor
Na forma de uma Deusa.
És paixão
Que transborda caudalosa
E se derrama
Na vastidão do Universo.
E te vejo assim
No espaço
E no tempo
E és corpo desejado
Elemento cobiçado
E amo
As reentrâncias
Da tua superfície
E a imaterialidade
Do teu não-ser...
Te amo!
Luna!
Sob tua luminosidade
Padeço no calma da noite.
E desejo incorporar
Minha alma
À tua poeira.
Nem que seja uma molécula
Um átomo, um elétron
Enfim,
Penetrar na tua superfície
E ali ficar
Eternamente...
Realizar meu sonho infantil.
Te possuir
Fazer parte de ti.
E quando os lunáticos
Olharem para ti
É a mim que verão.
E me terão inveja
E sonharão comigo
E desejarão me alcançar
Igualar meu feito.
Mas jamais saberão
Nosso segredo
Nosso mais dileto segredo
Nosso pacto secreto
Luna!
Meu amor!
Richard 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
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