sábado, 4 de setembro de 2010

Um Dia de Fúria

Quem já não teve um dia de fúria em sua vida? Aquele dia em que a paciência se esgota e a vontade que se tem é de explodir o mundo. Parece que libertamos o homem das cavernas que temos dentro de nós: Impaciente, incoerente, incompreensível das coisas do mundo. Um mundo burocrático (ou seria "burrocrático"?), cheio de regras, todas iguais e tão desiguais quanto patéticas. Regras essas, que de um modo geral não são respeitadas, causando um descontrole nas instituições. Somos vaquinhas de presépio dizendo "amém" a tudo. Benditos os reacionários, que são os verdadeiros responsáveis pelo progresso do mundo. Karl Marx disse certa vez: " O conflito é que move a sociedade". Uma das verdades mais verdadeiras do universo. E entre mortos e feridos tudo se ajeita no final, pois até mesmo no caos existe alguma ordem. Tudo é uma questão de Física: A toda ação corresponde uma reação contrária na mesma intensidade. O que quer dizer que se não houver ação tudo vai ficar como está, ou seja na inércia.
Eu confio na capacidade de reação dos homens, em aplicar as novas tecnologias a serviço do crescimento da humanidade. Para isso é preciso reagir, indignar-se, atacar o que está errado, enfim, ser um reacionário. Do contrário seremos apenas ovelhinhas, caladas e resignadas diante do matadouro.

Poema do Dia:

O Infinito

Ao longe vejo um farol,
Nas gigantescas montanhas
Sendo engolido, aos poucos,
Pela mata e suas entranhas.

No céu, azul em curva,
Flutua, ao vento vespertino,
Uma delicada gaivota.
Indiferente ao seu destino.

No mar, imenso e bonito,
Eu cuspo!
E meu cuspe se some
Diante do infinito.

O farol, um ponto...
A gaivota, um risco...
Meu cuspe, uma gota...

Eis o que somos!
Diante do Universo
Não somos nada.

E quando a raiva
Se apossar de meu corpo,
Quando o desespero
Encarnar na minha alma,
Cuspo na vida!
E sigo impune...
Dissoluto
Diante do infinito.

Richard 2010

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