O amor é incondicional, não admite intrusões, não suporta condições. É um Deus onipresente, que extende seus tentáculos em todas as direções. O amor aprisiona, aficciona, perversiona. O amor hipnotiza, direciona, escraviza. O amor constrói, mas também se destrói por amor.
O amor cega a razão, e aí, não há mais lei, não há mais perdão. Só há a justiça , da própria mão.
O amor desperta o ódio, o ciúme, a obscessão, a possessão. Quem ama pode até matar. Sim, porque não? Afinal um Deus pode tudo. Mesmo que seja na sua justiça particular.
O amor é um ser vivo, é uma planta, que deve ser regada e alimentada diariamente, para que sua chama permaneça acesa dentro dos corações das pessoas.
Mesmo assim, apesar de todas essas nuances, num mundo feito só de amor seria muito chato se viver.
Poema do Dia:
E Se...
Te olho no reflexo do espelho.
Como se não tivesse coragem
De te olhar de frente.
E não tenho...
Cheiro teu odor, afoito,
Logo que passas sem me ver.
Como se não soubesse o teu perfume.
E não sei...
Aguço meus ouvidos para te ouvir,
Atiçando com teus encantos um bando de chacais,
Como se eu não quisesse te falar.
E não falo...
E se eu embebesse
Minhas roupas em gasolina.
E ateasse fogo em mim mesmo,
Só para te chamar a atenção?
E se eu cortasse
Os meus pulsos diante de ti,
E esfregasse em teu corpo meu sangue,
Só para te chamar a atenção?
E se eu me jogasse
Na frente do teu carro,
E estrebuchasse depois, como um cão na sarjeta,
Só para te chamar a atenção?
E se eu morresse
Diante de ti...
E se eu morresse
Todas as mortes
Diante de ti...
E se eu te olhasse
E se eu te cheirasse
E se eu te falasse
E se eu morresse
Todas as mortes
Diante de ti...
Nem assim me notarias
Nem assim me amarias
Nem assim tu beberias
O meu sangue derramado.
E eu teria morrido...
A mais completa morte...
Em vão...
Richard 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
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