Toda miséria me assusta. Ver um ser humano, meu semelhante, catando comida no lixo me causa espanto. É muito triste saber que crianças subnutridas crescem nesse meio de improvável sobrevivência.
No Brasil, 30% da população vive abaixo da linha de miséria. Isso quer dizer que cerca de 65 milhões de pessoas não tem nem o que comer, ao iniciar do dia.
A má distribuição de renda no Brasil é histórica, e está muito longe de uma solução. A falta de saneamento básico, de condições de moradia, e principalmente a falta de educação do povo faz crescer essa massa humana sofrida no submundo da sociedade.
Eu vejo famílias morando debaixo dos viadutos, eu vejo crianças pedindo esmolas nos semáforos, eu vejo maltrapilhos se drogando nas praças. Tudo isso fervilha no caldo da subcondição humana e gera um círculo vicioso sem fim.
Em países da África, como a Etiópia, a fome vem matando o povo sem piedade. Mas a questão é mais política do que de cunho social. As novas tecnologias na área da genética agrícola vem criando condições para uma superprodução de frutas, verduras e grãos, sem precedentes na história da humanidade. O que falta é vontade política dos governantes em adotar medidas que solucionem esta situação de miséria no mundo.
O problema tem que ser controlado na sua fonte, para que se possa estancar a sua disseminação sem controle. Primeiramente é preciso o controle da natalidade. A população não pode crescer mais do que a necessidade gerada pela riqueza do país. Em segundo lugar é preciso dar condições de moradia, alimentação e saneamento básico para a população. Pois ter no lar um ambiente saudável e feliz, faz o ser humano se sentir um cidadão respeitável. Depois, é claro, é fundamental a educação em todos os níveis, para que tenhamos uma mão de obra qualificada, que irá contribuir muito para o crescimento do país.
Certamente tendo essa qualificação o indivíduo receberá um salário condizente com seu trabalho, e em contrapartida, gerará riqueza para sua nação. Fechado, assim, o círculo qualificação, trabalho e produção.
Portanto, governantes, vamos cuidar mais do nosso povo e erradicar a miséria do mundo. Pois, afinal de contas, a miséria é uma M...
Poesia do Dia:
Minhocas do Asfalto
À margem da estrada, à margem da vida
Se propaga uma legião de seres.
Em imundos casebres onde a peste convida
A uma dança hedionda de desprezeres.
No lodo, sobre o asfalto áspero e frio,
Minhocas subnutridas da cidade,
Proliferam longe do seu habitat sombrio,
Na fétida cloaca da sociedade.
Enquanto isso, os burocratas ignóbeis,
Entre quatro paredes, imóveis,
Vão criando nosso mundo cor de rosa.
E o que importa isso à humanidade?
Se somos todos iguais na imbecilidade
De cultivarmos esta ignorância ociosa?
Richard
quarta-feira, 31 de março de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário