domingo, 14 de março de 2010

A Lei do Mais Forte

Após a ejaculação, bilhões de espermatozóides escalam as parede do útero em busca do óvulo. Muitos ficam pelo caminho e não conseguem alcançar seu objetivo, mas os que chegam lutam desesperadamente para penetrar no óvulo. Somente um dentre bilhões terá o privilégio de fecundar o óvulo. Somente o mais persistente, o mais perfeito, o mais forte dentre todos será o campeão. E no momento em que ele entrar no óvulo, a membrana deste tornar-se-á impenetrável aos outros. Nesse momento, estará realizado o milagre da vida. Duas células germinativas, uma masculina, o espermatozóide, e uma feminina, o óvulo, se fundem em uma só que dará origem a uma nova vida.
Este é o clímax de um fenômeno que se repete em todas as espécies com reprodução sexuada. Foi a maneira que a nossa natureza encontrou para selecionar os melhores gens de cada espécie, cruzando-os e formando um novo ser, mais forte. Essa natureza de selecionar o melhor da espécie pode ser vista quando os casais se procuram. A tendência é sempre procurar um parceiro ou parceira mais forte, mais atraente, mais bonito aos nossos olhos. Inconscientemente estamos selecionando o que há de melhor na espécie. . Necessitamos do cruzamento de raças, necessitamos de trocas genéticas, sempre na busca de um conteúdo genético melhorado.
Hitler queria formar uma raça ariana pura. Mal sabia ele que estava indo contra a natureza humana. Provavelmente, passadas algumas gerações, essa raça ariana iria ser alvo fácil de doenças por conta de sua carga genética enfraquecida pela falta de variação.
Recentemente foi desvendado o segredo da morte de Tutancamon, jovem Faraó Egípcio, que foi feito rei com apenas 9 anos de idade. Tutancamon casou-se com uma de suas 7 irmãs (naquela época eram comuns os casamentos incestuosos) . Em sua tumba foram encontradas duas múmias de bebês. Análises de DNA mostraram que essas múmias eram filhos natimortos de Tutancamon. Os bebês apresentavam defeitos genéticos em sua estrutura oóssea. O próprio Tutancamon apresentava um defeito congênito no pé esquerdo. Ou seja, a dinastia de Tutancamon acabou tragicamente no seu reinado devido ao acúmulo de defeitos genéticos transmitidos de geração em geração nos casamentos entre parentes.
A conclusão a que chegamos é de que através dos tempos, cada espécie do nosso planeta vai aperfeiçoando sua carga genética nos cruzamentos entre si, sempre na busca de uma adaptação melhor ao mundo que os cerca. Ser o mais forte, significa ser o mais preparado, com mais defesas contra as adversidades. A natureza é sábia, e impõe suas leis, e uma delas sem dúvida é de que somente o mais forte sobrevive, e vai continuar transmitindo a sua descendência.


Poema do Dia:

Elo Perdido

A larva germina no líquido da vida
E a evolução segue seu caminho natural.
Daqui onde estou, sentado, até a morte sofrida
E o tempo só a talhar teu corpo escultural.

Quando te vi pela primeira vez
Senti que já te conhecia muito bem.
Era como se fosses o sangue da gravidez,
Que me gerou como homem de bem.

Mas vejo que a distância entre eu e você
Não há medida no mundo que alcance
É como querer chegar à lua de cupê,
Ou montado num teleférico que não balance.

Tu eras o elo perdido da minha evolução.
Um devaneio suicida à espera do golpe fatal
Pote de água benta onde eu busco solução,
De cada torpe problema de minha origem fetal.

Tu, meu bem querer, te perdeste de mim
Em algum lugar, longínquo, do passado
E o abismo deixado entre nós é assim,
Abissal, impossível de ser ultrapassado.

Não importa mais saber, onde está o ar da tua graça.
Só importa saber, que eras o elo faltante
Perdido pela circunstância que a vida traça,
E para sempre perdido nesse mundo errante.

Richard

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