A medida em que passamos pela vida, recai sobre nós o peso dos anos. É uma ruga aqui, é uma mancha de pele alí, é um fio de cabelo branco a mais na cabeça. Cada vez mais, vai ficando para trás aquela pele lisinha de neném, aquele cheiro de leite materno, aquela cabeçinha virginal e imaculada sem preocupação com nada.
O tempo nos atropela como um vendaval devastador, e deixa suas marcas encravadas no nosso corpo e na nossa alma. São as cicatrizes que vão escrevendo as páginas de nossa existência.
Cada marca que surge em nosso corpo tem a sua história, o seu drama particular. E até mesmo essas cicatrizes nos trazem lembranças. E, talvez, essas lembranças sejam as mais latentes em nós.
Mas existem também, as cicatrizes internas, as quais não são aparentes externamente. Essas nos castigam por dentro. E, muitas vezes, não curam nunca. São feridas abertas que nem o tempo consegue cicatrizar.
Portanto quando você se olhar no espelho novamente, examine bem suas marcas externas, elas revelam o mapa da sua vida. Quanto as outras, aquelas que você traz dentro de si, somente seu coração lhe dará a resposta.
Poesia do Dia:
Às Vezes
Às vezes,
Quando penso,
A vida me parece inútil.
Às vezes,
Quando penso,
O bom senso não tem sentido.
Às vezes,
Quando penso,
A rotina me causa náusea.
Mas isso só...
Às vezes...
Quando penso.
Às vezes me pergunto:
"- O que faço aqui?"
Às vezes me pergunto:
"- Por que chove quando estou alegre?"
Às vezes me pergunto:
"- Por que fico triste num dia ensolarado?"
Mas isso só...
Às vezes...
Quando penso.
Melhor seria não pensar.
Melhor seria ser um Andróide,
Ou melhor ainda, ser uma formiga,
Pré-programada para viver
Sem ter que pensar...
Às vezes
Sinto que sou humano!
Mas isso só...
Às vezes...
Quando penso!
Richard 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
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