Há que se acreditar!
Nada, nunca é definitivo. Vivemos em constante êxtase diante da vida. E quanto mais nela penetramos, mais ela nos mastiga, nos digere, nos engole. O rumo está definido. Ele sempre esteve definido, desde que nascemos. Não importa por quantos caminhos tortuosos andemos. De nada valem tantas perdas e tantos ganhos na caminhada se nossos prazeres se diluem nas pequenas coisas que fazemos e que nos dão prazer. A bússola sempre nos levará para o norte. E qual será o norte de nossas vidas?
Objetivos a alcançar, metas estabelecidas, sonhos possíveis, quem sabe.... Tanta coisa por fazer. A angústia, o medo, o prazer das pequenas vitórias, a náusea das grandes derrotas. Tantas perdas e tantos ganhos espalhados pelo caminho. Tempos passados, paixões fugazes, tanta gente querida perdida pela estrada da vida.
Há que se acreditar!
Sempre haverá uma saída!
Para tudo na vida há uma saída.
O tempo se encarregará de nos mostrar o caminho.
O tempo tudo move, tudo estabelece, tudo cura.
O tempo sempre foi e sempre será o norte de nossas vidas.
Poema do Dia:
Santuário
No tempo em que o sol já se escondia.
Num quarto repleto de meia luz.
Reinam deuses e santos por todo o dia,
Criando um ambiente que ao amor conduz.
Ela dormia num real santuário,
Rodeada de anjos, orixás e escapulário.
Mas o Deus de sua devoção preferida,
Era Eros, desfrutando da maçã proibida.
Velas, incenso e fumaça impregnada.
O fogo ardia cortando o ar com suas chamas.
E o Buda ali sentado a meditar sobre o nada,
Enquanto a loba derramava o leite de suas mamas.
Iemanjá, flutuando sobre as águas do mar.
São Jorge e seu cavalo enfrentando o dragão.
Um móbile de anjos, no teto a voar.
E até Nossa Senhora, com peito aberto, coração.
Nessa névoa de penumbra, eu perdido.
Ela me guiou no seu santuário bendito.
Mostrou a mim o caminho do amor compreendido,
Entre a devoção ao bem, e ao inferno maldito.
E no meio desse sincretismo religioso,
Fizemos amor, penitenciando nossos pecados.
Varando o espaço, livre do tempo ocioso.
Ela e seu santuário, ficarão para sempre, em mim marcados.
Richard 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
O Coelho e a Tartaruga
Você prefere levar uma vida de coelho ou uma vida de tartaruga?
O coelho tem um jeito elétrico de agir e se movimentar. Ele quer estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Ele age por impulso. Quer provar, cheirar, desfrutar de tudo que estiver ao seu alcance, como se o mundo fosse terminar amanhã. Até mesmo no sexo ele tem fama de ser rapidinho, trocando de parceiras sem dar muita importância para o prazer do momento.
Já a tartaruga é bem diferente. Ela age como se programasse seus passos anteriormente. Ela pensa e analisa cada situação sempre procurando a melhor saída. Ela é lenta no agir, lenta no executar e só vai com a certeza de acertar. E no amor, pode ser considerada a última das românticas.
Eu conheço muitas pessoas que levam uma vida de coelho: Muito atarefadas, apressadas e consequentemente estressadas. Conheço, também, outras tantas, que levam uma vida de tartaruga: Despreocupadas, vagarosas e consequentemente tranquilas.
Eu não estou querendo dizer que esta está certa e aquela está errada. Acho que cada um deve viver do jeito que melhor lhe convém. Mas uma coisa me peturba:
" O coelho vive no máximo 10 anos, já a tartaruga pode chegar aos 200 anos"
- Você prefere lever uma vida de coelho ou lever uma vida de tartaruga?
- A escolha é sua!
Poema do Dia:
O Mundo É Surreal
O mundo é surreal e não é eterno.
Nada é muito normal se visto de perto.
Ser lúcido, é ser realista.
Ser um visionário, um surrealista...
O amor escorre feito mel,
Melando a alma solitária
De um anjo-mulher imaginária
De um coração feito de papel.
E caídos na encruzilhada da vida
Sonhos se dispersam pelo mundo
Como nuvens voláteis de partida
No curto instante de um segundo.
Do outro lado de tudo,
Visões fantásticas vão passando
Poluindo nossa mente
E nos dando
Aquela energia vital:
"Um pomar de seios,
Montanhas de traseiros
Estendidos..., faceiros...,
No descampado do quintal."
E nesse mundo infesto de bandidos,
Vão-se os ais para sempre perdidos,
Pelas arestas que encobrem as frestas
De iniqüidades, e de coisas indigestas.
Sete sentidas trombetas hão de tocar,
E serão os sinais do nosso ocaso final.
Isto não será um surto surreal,
Mas sim uma realidade quase virtual.
E o que vem de dentro é o excremento.
E o que vem de dentro é só o lamento.
Profundo sentimento de algo inacabado,
Um sonho surreal de destino já selado.
Nos relógios derretem as horas cadentes.
Que voam como vento no olho do furacão.
Voa também a juventude no ranger dos dentes
Ao lufar do último suspiro do coração.
Richard 2011
O coelho tem um jeito elétrico de agir e se movimentar. Ele quer estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Ele age por impulso. Quer provar, cheirar, desfrutar de tudo que estiver ao seu alcance, como se o mundo fosse terminar amanhã. Até mesmo no sexo ele tem fama de ser rapidinho, trocando de parceiras sem dar muita importância para o prazer do momento.
Já a tartaruga é bem diferente. Ela age como se programasse seus passos anteriormente. Ela pensa e analisa cada situação sempre procurando a melhor saída. Ela é lenta no agir, lenta no executar e só vai com a certeza de acertar. E no amor, pode ser considerada a última das românticas.
Eu conheço muitas pessoas que levam uma vida de coelho: Muito atarefadas, apressadas e consequentemente estressadas. Conheço, também, outras tantas, que levam uma vida de tartaruga: Despreocupadas, vagarosas e consequentemente tranquilas.
Eu não estou querendo dizer que esta está certa e aquela está errada. Acho que cada um deve viver do jeito que melhor lhe convém. Mas uma coisa me peturba:
" O coelho vive no máximo 10 anos, já a tartaruga pode chegar aos 200 anos"
- Você prefere lever uma vida de coelho ou lever uma vida de tartaruga?
- A escolha é sua!
Poema do Dia:
O Mundo É Surreal
O mundo é surreal e não é eterno.
Nada é muito normal se visto de perto.
Ser lúcido, é ser realista.
Ser um visionário, um surrealista...
O amor escorre feito mel,
Melando a alma solitária
De um anjo-mulher imaginária
De um coração feito de papel.
E caídos na encruzilhada da vida
Sonhos se dispersam pelo mundo
Como nuvens voláteis de partida
No curto instante de um segundo.
Do outro lado de tudo,
Visões fantásticas vão passando
Poluindo nossa mente
E nos dando
Aquela energia vital:
"Um pomar de seios,
Montanhas de traseiros
Estendidos..., faceiros...,
No descampado do quintal."
E nesse mundo infesto de bandidos,
Vão-se os ais para sempre perdidos,
Pelas arestas que encobrem as frestas
De iniqüidades, e de coisas indigestas.
Sete sentidas trombetas hão de tocar,
E serão os sinais do nosso ocaso final.
Isto não será um surto surreal,
Mas sim uma realidade quase virtual.
E o que vem de dentro é o excremento.
E o que vem de dentro é só o lamento.
Profundo sentimento de algo inacabado,
Um sonho surreal de destino já selado.
Nos relógios derretem as horas cadentes.
Que voam como vento no olho do furacão.
Voa também a juventude no ranger dos dentes
Ao lufar do último suspiro do coração.
Richard 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
A Cidade Respira
A Cidade é um ser vivo que sofre, adoece e envelhece como todos nós. As ruas e avenidas são suas veias e suas artérias. Os coletivos, os carros, os seus habitantes enfim, são seu sangue que distribuem vida em todos os órgãos citadinos. Seu cérebro depende da atuação do poder público. Seus pulmões, um tanto congestionados, sofrem com o descontrole da poluição. Seu estômago tem gastrite, que pode virar úlcera. E seus intestinos são dutos subterrâneos onde fluem os detritos conforme o volume das chuvas: Bueiros fedorentos nas secas. Enchentes nos periodos de temporais.
Olho para o horizonte e vejo a silhueta disconexa da Cidade. Prédios surgem e se infiltram na paisagem feito tumores malignos. Vejo veias abertas por onde o sangue verte livre. Artérias semi interrompidas, onde o trânsito não flui. A capilaridade das favelas, onde se esconde o submundo do bem e do perverso.
Nós somos as células desse corpo. E como células somos trocados por outras células mais jovens. É o milagre da renovação. É o sangue novo para a velha Cidade. É o que a torna perene em si.
Nós paramos, mas a cidade continua: Velha, doente, carente, porém pulsante.
Poema Do Dia:
O Que Eu Não Entendo
Se você existe,
Desça agora do seu pedestal
E venha me explicar
Tudo aquilo que eu não entendo!
A criança faminta
O soldado mutilado
A discriminação racial
As diferenças sociais
O medo de viver
E o medo de morrer...
Responda-me, agora, por favor.
- Quem criou a paz e a guerra?
- Quem criou o amor e o ódio?
- Quem criou a vida e a morte?
Se você,
Realmente existe.
Desça agora
Do seu pedestal
E venha me explicar
Tudo isso...
O que eu não entendo.
Richard 2011
Olho para o horizonte e vejo a silhueta disconexa da Cidade. Prédios surgem e se infiltram na paisagem feito tumores malignos. Vejo veias abertas por onde o sangue verte livre. Artérias semi interrompidas, onde o trânsito não flui. A capilaridade das favelas, onde se esconde o submundo do bem e do perverso.
Nós somos as células desse corpo. E como células somos trocados por outras células mais jovens. É o milagre da renovação. É o sangue novo para a velha Cidade. É o que a torna perene em si.
Nós paramos, mas a cidade continua: Velha, doente, carente, porém pulsante.
Poema Do Dia:
O Que Eu Não Entendo
Se você existe,
Desça agora do seu pedestal
E venha me explicar
Tudo aquilo que eu não entendo!
A criança faminta
O soldado mutilado
A discriminação racial
As diferenças sociais
O medo de viver
E o medo de morrer...
Responda-me, agora, por favor.
- Quem criou a paz e a guerra?
- Quem criou o amor e o ódio?
- Quem criou a vida e a morte?
Se você,
Realmente existe.
Desça agora
Do seu pedestal
E venha me explicar
Tudo isso...
O que eu não entendo.
Richard 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Sete
Sete!
Número cabalístico de enorme significação.
Dizem que Deus fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou.
Sábado é o sétimo dia, mas eu descanso no domingo.
A pomba da paz voou pelos sete mares, sobrevoou os sete continentes e descansou nas sete quedas da cachoeira.
Muito cuidado pois a sétima filha depois de seis mulheres virará uma bruxa. Assim como, o sétimo filho depois do sexto homem vira lobisomem.
Quebrar um espelho ou matar um gato preto (que tem sete vidas) dá sete anos de azar (eu já fiz as duas coisas sem querer, é claro!).
O romântico sonhador, sonhou sob o sétimo céu presentear sua amada com o anel das sete virtudes.
Mesmo a Branca de Neve tem sete anões em sua companhia.
Ainda existem os sete sacramentos que aconpanham a vida dos cristãos desde o nascimento atá a morte. Assim como os Umbandistas seguem suas sete linhas.
As sete pragas do Egito infernizaram a vida do Faraó.
Também os sete pecados capitais (quem não sofre com algum deles?) interferem nas nossas vidas.
Sete!
Sempre o sete interagindo no passado, no presente e no futuro.
A sétima profecia diz que o mundo vai acabar em 2012. Por via das dúvidas, quando os anjos tocarem as sete trombetas do apocalipse, eu quero estar a sete mil léguas longe daqui.
"É como diz o dito popular : 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 . Se tu não sabes, não te mete!"
Poema do Dia:
Hiper
Receio estar aqui
Com vontade de estar acolá.
Além do alto mar.
- Eu não pertenço a este mundo!
Quero estar em todos os lugares
Usurpar todos os sabores
Cheirar todos os odores
Calejar minhas mãos em peles alheias.
Fazer o tato saciar meu desejo,
No exato instante em que eu
Estiver cego para o amor.
Sou um hiperativo
Com tendências de hiperpassivo
Ou, quem sabe,
Seja apenas um hiperidiota
Que deseja inalar
Uma "overdose" de vida.
E quando chegar o ocaso,
O apocalipse, ou coisa que o valha,
Só quero meus pés
Sem raízes no chão,
Para poder caminhar sem rumo,
Na eterna busca
Utópica, eu sei,
Da plena felicidade.
Richard 2011
sábado, 26 de março de 2011
I Still Haven't Found What I'm Looking For
Começo esse comentário pelo título de uma música do conjunto Irlandês U2. Traduzindo para o português quer dizer: "Eu ainda não encontrei aquilo que estou procurando". No caso dos autores da música a conotação do texto é religiosa, uma vez que o trabalho do U2 é claramente influenciado pelas disputas entre católicos e protestantes, que por décadas, vêm abalando a Irlanda. Mas podemos transportar essas palavras ao dia a dia dos habitantes do nosso mundo. Quantos cidadãos do nosso planeta ainda estão procurando, aquilo que não encontram?
Uma recente pesquisa feita na Inglaterra revelou que aproximadamente 70 % das pessoas estavam insatisfeitas com seu emprego. Ou seja 70 % dos trabalhadores não tinham prazer em fazer o seu serviço, e só continuavam no emprego pelo dinheiro ou por outra necessidade que os obrigava a ficar ali.
Realmente, pouquíssimas pessoas no mundo tem o prazer de trabalhar naquilo que gosta. Conciliar o dever com o prazer é o desejo de consumo de qualquer cidadão na face da terra. Também existem aqueles que ainda não descobriram no que gostariam de trabalhar. Para estes, a labuta diária é mais penosa pois não encontram perspectiva nem a curto nem a longo prazo.
Já pensaram num ser que nasceu, brigou por um lugar ao sol, passou por todas as agruras da vida, venceu a fome , a doença e a miséria, conseguindo chegar à velhice. E esse sujeito, do alto da sua sabedoria de velho, no fim de sua vida declara: "I still haven't found what I'm looking for"
Talvez o que ele procure esteja mais além...
Poema do Dia:
Quatro Estações
Eu chego com as chuvas do inverno.
No vento, no frio, na geada da manhã,
Quem envolve teu corpo em calafrios
Tu não sabes, mas sou eu a te insinuar.
No outono sou folha envelhecida, que da árvore cai
E, levada pelo vento, voa jovialmente ao teu encontro.
Em tuas mãos eu rejuvenesço
Esqueço que a vida tem um fim; sou imortal.
Eu também sou o sol quente do verão
Que bronzeia tua pele macia,
Me chamo brisa do mar, e sem receio,
Lambo o suor do teu corpo "caliente".
Mas, acima de tudo, na primavera és só minha.
Eu sou a rosa que embeleza o teu quarto.
Mal sabes tu que, à noite, te entorpeço com minha fragrância
E te faço, em sonhos, me amar.
Uma recente pesquisa feita na Inglaterra revelou que aproximadamente 70 % das pessoas estavam insatisfeitas com seu emprego. Ou seja 70 % dos trabalhadores não tinham prazer em fazer o seu serviço, e só continuavam no emprego pelo dinheiro ou por outra necessidade que os obrigava a ficar ali.
Realmente, pouquíssimas pessoas no mundo tem o prazer de trabalhar naquilo que gosta. Conciliar o dever com o prazer é o desejo de consumo de qualquer cidadão na face da terra. Também existem aqueles que ainda não descobriram no que gostariam de trabalhar. Para estes, a labuta diária é mais penosa pois não encontram perspectiva nem a curto nem a longo prazo.
Já pensaram num ser que nasceu, brigou por um lugar ao sol, passou por todas as agruras da vida, venceu a fome , a doença e a miséria, conseguindo chegar à velhice. E esse sujeito, do alto da sua sabedoria de velho, no fim de sua vida declara: "I still haven't found what I'm looking for"
Talvez o que ele procure esteja mais além...
Poema do Dia:
Quatro Estações
Eu chego com as chuvas do inverno.
No vento, no frio, na geada da manhã,
Quem envolve teu corpo em calafrios
Tu não sabes, mas sou eu a te insinuar.
No outono sou folha envelhecida, que da árvore cai
E, levada pelo vento, voa jovialmente ao teu encontro.
Em tuas mãos eu rejuvenesço
Esqueço que a vida tem um fim; sou imortal.
Eu também sou o sol quente do verão
Que bronzeia tua pele macia,
Me chamo brisa do mar, e sem receio,
Lambo o suor do teu corpo "caliente".
Mas, acima de tudo, na primavera és só minha.
Eu sou a rosa que embeleza o teu quarto.
Mal sabes tu que, à noite, te entorpeço com minha fragrância
E te faço, em sonhos, me amar.
Richard 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
A Melhor Idade
Frequentemente inventam adjetivos atenuantes para definir as pessoas de idade avançada., aquelas que já passaram dos 65 anos. Terceira idade, melhor idade, idade da sabedoria e outros tantos inventados pelas mentes criativas. Não há como tapar o sol com a peneira. A verdade é que chega o tempo da "senescência", quando a curva da nossa parábola, depois de atingir o topo, segue para a inevitável decadência.
Nascemos no ponto zero (0) e atingimos o auge físico, mental e espiritual aos 45 anos. A partir daí, algumas células especializadas do nosso organismo dão o sinal verde para as demais iniciarem o processo de senescência ou envelhecimento propriamente dito. Cabe a cada um de nós, mediante o cuidado de nossa saúde, prolongar a idade do ponto de interrogação (?) do gráfico, que significaria a idade de nossa morte quando voltaríamos ao ponto zero da força física, mental e espiritual.
Acho que não devemos criar um grupo à parte de pessoas idosas em nossa sociedade. Ainda mais sob a designação de melhor idade. Para mim a verdadeira melhor idade é aquela que vai dos 5 aos 12 anos. É a época das brincadeiras, da inocência, dos sonhos. É a época da cabeça fresca, livre das preocupações financeiras, profissionais ou existenciais. É a fase em que tudo é festa. É a fase do brincar de viver.
Enfim, nossos idosos não merecem ficar isolados em grupos separatistas. Inclusão social já aos nossos velhinhos. Esse é o caminho para onde vai a humanidade e nós também.
Poema do Dia:
Tempo
Tempo voa, voa tempo
Que fazer com o tempo
Que não para de voar?
Tic-tac, tic-tac, tic-tac...
Envelhecemos a cada
Tic-tac, tic-tac, tic-tac...
Do relógio da vida.
Enquanto isso...
Tempo voa, voa tempo
Que fazer com o tempo
Que não para de voar?
Nossas aflições, nossos medos,
Nossos desejos, nossas consciências,
Navegam num mar de ...
...Tiques-taques, tiques-taques, tiques-taques...
Enquanto isso...
Tempo voa, voa tempo
Que fazer com o tempo
Que não para de voar?
Vamos levando a vida
Numa loucura desvairada
Até que cheguemos nos limites dos...
...Tiques-taques, tiques-taques, tiques-taques...
Enquanto isso...
Tempo voa, voa tempo
Que fazer com o tempo
Que não para de voar?
Até que num belo dia,
Tic..., tic..., tic..., tic.
Richard 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
O Quinto Elemento
"Nem ar, nem mar, somente Terra!"
Quatro elementos fazem parte da natureza que nos rodeia. Terra, água, fogo e ar. A água ocupa 3/4 da superfície do nosso planeta. Aparentemente a água é mais abundante do que a terra, o que levou muitas pessoas a insinuar que nosso planeta deveria se chamar de Água, ao invés de Terra. Mas não nos esqueçamos que o fundo do mar (e ele tem fundo) é feito de terra também. Gosto de admirar o mar, o movimento das ondas, ver o sol refletindo o seu brilho na superfície das águas e reluzindo faíscas como se fossem milhares de diamantes. Mas na água não me sinto bem. Talvez em pequenos nados em uma piscina ou à beira mar não mais do que algumas horas. Meus antepassados podem até ter surgido na água, mas a evolução seguiu um caminho diferente e hoje, eu tenho raízes em terra firme.
No ar me sinto muito pior. Tenho acrofobia, tenho receio de elevadores e muito medo de viajar de avião. Aquela sensação de estar flutuando no ar sem sustentação me apavora. Saber que se alguma coisa falhar lá no alto será o mais completo fim. Só se me tirarem a capacidade do raciocínio para que eu possa aceitar isso.
O fogo, terceiro elemento da natureza. Dentro deste não é possível sobreviver. No entanto, ele está bem "vivo" a alguns quilômetros abaixo de nossos pés. O centro da Terra é um núcleo de magma incandescente em constante ebulição. Por vezes sentimos sua força em algum terremoto ou vulcão em erupção.
Por fim temos a Terra, o nosso elemento mais precioso. Nossa mãe, de onde tiramos nosso sustento, onde nascemos e onde faremos nossa derradeira jornada.
Esses quatro elementos sempre conviveram em harmonia, dentro de suas próprias leis. As leis da natureza. Até que um belo dia surgiu o quinto elemento. Um elemento bem mais poderoso que os outros. Dono de suas próprias leis. Senhor de seus próprios atos. Imperador de um poder destrutivo de centenas de bombas atômicas. O quinto elemento somos nós: raça humana. E, assim sendo, em nossas mãos está depositado o nosso próprio destino.
Poema do Dia:
O Tiro
Eu dei um tiro na lua
E acertei.
Mal pude acreditar
Em tamanha sorte.
Basta dizer que
Acertar na lua
É mais difícil que
Acertar sozinho
Na loteria...
O único problema
É que
Meu prêmio
Está restrito
À remota
Órbita
Lunar...
Richard 2011
Quatro elementos fazem parte da natureza que nos rodeia. Terra, água, fogo e ar. A água ocupa 3/4 da superfície do nosso planeta. Aparentemente a água é mais abundante do que a terra, o que levou muitas pessoas a insinuar que nosso planeta deveria se chamar de Água, ao invés de Terra. Mas não nos esqueçamos que o fundo do mar (e ele tem fundo) é feito de terra também. Gosto de admirar o mar, o movimento das ondas, ver o sol refletindo o seu brilho na superfície das águas e reluzindo faíscas como se fossem milhares de diamantes. Mas na água não me sinto bem. Talvez em pequenos nados em uma piscina ou à beira mar não mais do que algumas horas. Meus antepassados podem até ter surgido na água, mas a evolução seguiu um caminho diferente e hoje, eu tenho raízes em terra firme.
No ar me sinto muito pior. Tenho acrofobia, tenho receio de elevadores e muito medo de viajar de avião. Aquela sensação de estar flutuando no ar sem sustentação me apavora. Saber que se alguma coisa falhar lá no alto será o mais completo fim. Só se me tirarem a capacidade do raciocínio para que eu possa aceitar isso.
O fogo, terceiro elemento da natureza. Dentro deste não é possível sobreviver. No entanto, ele está bem "vivo" a alguns quilômetros abaixo de nossos pés. O centro da Terra é um núcleo de magma incandescente em constante ebulição. Por vezes sentimos sua força em algum terremoto ou vulcão em erupção.
Por fim temos a Terra, o nosso elemento mais precioso. Nossa mãe, de onde tiramos nosso sustento, onde nascemos e onde faremos nossa derradeira jornada.
Esses quatro elementos sempre conviveram em harmonia, dentro de suas próprias leis. As leis da natureza. Até que um belo dia surgiu o quinto elemento. Um elemento bem mais poderoso que os outros. Dono de suas próprias leis. Senhor de seus próprios atos. Imperador de um poder destrutivo de centenas de bombas atômicas. O quinto elemento somos nós: raça humana. E, assim sendo, em nossas mãos está depositado o nosso próprio destino.
Poema do Dia:
O Tiro
Eu dei um tiro na lua
E acertei.
Mal pude acreditar
Em tamanha sorte.
Basta dizer que
Acertar na lua
É mais difícil que
Acertar sozinho
Na loteria...
O único problema
É que
Meu prêmio
Está restrito
À remota
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Richard 2011
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